Coluna da Segundona – Perdido em seu próprio governo Bolsonaro tem os dois principais ministérios à deriva

By Sanchilis Oliveira - 02:03

Foto: Reprodução

O Presidente da república Jair Bolsonaro (sem partido), parece está perdido dentro de seu próprio governo, um dos grandes problemas da gestão Bolsonarista tem sido o destoamento, e a usina de crises criadas pela ala ideológica, presente em quase todas as decisões tomadas pelo chefe de estado. 

O Ministério da saúde está sem um ministro titular, desde a saída de Nelson Teich, que esteve a frente da pasta por apenas 28 dias, após a saída do ministro Luiz Henrique Mandeta, que deixou cargo após discordar da política adotada por Bolsonaro no tratamento com a pandemia do Covid-19. 

Outra pasta que está sem ministro é a Educação, que tem um orçamento previsto de 101 bilhões de reais para 2020, uma das mais importantes pastas do governo federal, que vem vivendo dias turbulentos desde a posse de Bolsonaro como presidente da república. Pelo MEC já passaram três ministros, Ricardo Vélez (3 meses e 7 dias), Abraham Weintraub (1 anos 2 meses e 8 dias), e o último ministro que teve um série de vexames envolvendo a contestação de seu currículo, o professor Carlos Alberto Decotelli, que desistiu do cargo antes de tomar posse. O último nome convidado para ocupar a pasta, foi o secretário de educação do Paraná, Ricardo Feder, que após sofrer ataques de apoiadores do presidente recusou o convite. 

Com tantas crises vivenciadas em meio ao maior desafio do século vivido pela humanidade, que tem sido a crise do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro, já deu provas de que não sabe onde está, nem para onde vai. O MEC e o Ministério da Saúde que impactam fortemente na vida da população, principalmente os que vivem em situação de vulnerabilidade social, continuam mergulhados na usina de crises, que parece não ter fim ou ao menos uma trégua. Até o momento o governo não conseguiu entregar uma solução para os graves problemas enfrentados pelas pastas. 

Tamandaré - O prefeito Sérgio Hacker está enfrentando um inferno astral, após a queda do menino Miguel do prédio onde mora no Recife, isso porque, sua esposa Sari Côrte Real, é a principal envolvida na morte da criança. Após o caso ganhar repercussão nacional, e as denúncias de fraudes na folha de pagamento da prefeitura de Tamandaré, de que o prefeito pagava seus funcionários pessoais com dinheiro público, sua vida política mergulhou numa crise, que poderá custar seu mandato, sua reeleição e até mesmo sua vida política e pessoal. 

Maraial – O prefeito cassado, Marquinhos Moura (PTB), disparou diversas criticas contra os vereadores e o seu ex-secretário de saúde Carlinhos de seu Rei, o acusando de tramar um impeachment fraudulento para lhe prejudicar. O gestor teve seu mandato cassado por 7 votos favoráveis. Entre as críticas e ataques, o prefeito afirmou que o ex-secretário recebeu 50 mil reais para lhe trair. A posse do vice-prefeito Dr. Márcio (Patriota) está marcada para acontecer nesta segunda-feira. O prefeito Marquinho Moura recorreu da cassação, e aguarda na próxima terça uma decisão da justiça sobre o caso, que ele intitula como atropelado, mau feito e injusto. 

Fake News - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu a necessidade de um marco legal que permita a responsabilização das plataformas de internet e a identificação e punição de quem financia a propagação de notícias falsas (fake news), fenômeno que, segundo ele, é articulado no mundo todo com o objetivo de fragilizar a democracia por meio de ataques às instituições. Maia participou no último sábado (4) de evento na internet promovido pelo grupo Prerrogativas, composto por advogados de todo o País. 

Olinda – A aliança entre o PT, PCdoB, e PSB poderá levar o pré-candidato a prefeito, e atual deputado estadual, João Paulo, ao segundo turno em Olinda. Ex-prefeito do Recife por dois mandatos, o comunista saiu da gestão com alta avaliação, e deverá ser o nome apoiado pelo governo do estado contra o atual prefeito Professor Lupércio (Solidariedade), que buscará a reeleição. 

Pergunta que não quer calar: Até quando a ala ideológica do governo federal terá tanta influência nas decisões do presidente Jair Bolsonaro?

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