Bolsonaro deixa PSL, o projeto é fundar um novo partido

By Sanchilis Oliveira - 18:23

Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro que ainda está filaido ao PSL, por onde foi eleito em 2018. Deixará a sigla e deverá trabalhar na fundação do seu novo partido "Aliança pelo Brasil", a nova sigla para obter o registro junto ao TSE precisará de pouco menos de 500 mil assinaturas de apoiadores a criação da sigla. 

O racha no PSL começou após desentendimento do presidente e seus correligionários sobre o fundo partidários que gira entorno de 100 milhões de reais. O partido que atualmente é presidido pelo deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), estuda fundir o partido com o DEM, e só aguarda a saída do atual presidente para tocar o projeto.

Em ano pré-eleitoral para as eleições municipais de 2020, o clã Bolsoanro decide que ficará sem partido, que poderá lhe render um péssimo desempenho nas eleições municipais, além da dispersão de seus apoiadores para outras siglas. O presidente não terá um partido para apresentar seus candidatos Brasil a fora, e isso pode dificultar o desempenho dos candidatos ligados a ultradireita Bolsonarista.

Enquanto isso a libertação do ex-presidente Lula (PT), é avaliada como uma guinada na unificação das esquerdas nas candidaturas municipais pelo Brasil, uma união de alianças pluripartidárias no campo da esquerda. Lula já sinaliza apoiar candidaturas como a do Deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), para a prefeitura do Rio de Janeiro, além da possibilidade de união com o ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB-SP), pela disputa na capital paulista. Ambos filiados a partidos do campo da esquerda PSOL e PSB.

Uma aliança também é estudada e articulada entre PT e PSB em Recife, que deverá apresentar o nome do Deputado Federal João Campos, para suceder o atual prefeito Geraldo Júlio. Porém o PT deverá apresentar candidaturas na maioria das capitais Brasileiras, para defender o legado do partido e a agenda de Lula para as eleições de 2022.

A saída de Bolsonaro do PSL neste momento, poderá implodir seu campo político nas eleições de 2020, não dando uma identificação aos seus candidatos, e deixando aberta uma lacuna de sua representação partidárias como carimbo de sua participação direta no pleito de 2020.

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