Deputado Daniel Coelho é entrevistado pela revista Época

By Sanchilis Oliveira - 23:52

Aos 33 anos, o deputado Daniel Coelho é a aposta do PSDB para a disputa da Prefeitura de Recife. Recém saído do PV, o neo-tucano comandou uma revoada de filiações ao partido, que se fortalece para disputar pela primeira vez desde 1996, e diz não temer a concorrência de adversários mais conhecidos: “Ser desconhecido é uma vantagem. Apenas 20% do eleitorado conhece meu nome, então temos um campo de 80% a conquistar”.

O PSDB não abre mão da candidatura própria?Olha, não é questão de abrir mão. O partido apoiou outras candidaturas aliadas nas eleições passadas. Agora, quer ter sua chance. Somos o maior partido de oposição do país e do estado, mas tínhamos pouca representatividade no Recife. Então, ocorreram várias filiações no ano passado, entre as quais a minha. Criamos um projeto sólido para este ano.

Esse projeto próprio parece afastar os outros partidos de oposição. Todos os partidos buscam seus projetos próprios. Os quatro maiores de oposição têm pré-candidatos. Os com maior solidez devem persistir. O PSDB tem demonstrado isso. De qualquer forma, não vejo possibilidade da oposição não sair com dois nomes.

O senhor disputará com nomes bastante conhecidos, que já concorreram a prefeitura ao menos uma vez. O que fará para se sobressair?Ser desconhecido é uma vantagem. Mesmo não tendo disputado nenhuma eleição majoritária, as pesquisas mostram que estou empatado tecnicamente com os outros candidatos de oposição. A exceção é o ex-governador Mendonça Filho (DEM), que é mais conhecido. As pesquisas também mostram que apenas 20% do eleitorado conhece razoavelmente bem o meu nome. Então, temos um campo de 80% a conquistar.

Quais são suas perspectivas de aliança? Temos uma boa relação com partidos que estão na oposição e com outros que já fizeram parte da atual administração e que terminaram se desgarrando, como o PP e o PSL. Mas isso são coisas que vão se consolidar mais à frente.

Quais serão suas  bandeiras ? Recife precisa é de uma mudança na prática política. Houve um abuso da máquina pública por parte do PT, que inchou a administração com cargos comissionados, montou uma extensa rede de cabos eleitorais e relegou a administração da cidade. Prova disso é que Recife hoje não tem nenhuma solução para o trânsito, a educação ou a saúde.

A última pesquisa de opinião mostrou que a principal preocupação do recifense é a violência. Quais os planos do senhor nessa área? A experiência mostra que todas as cidades que investiram em lazer reduziram seus índices de violência. Essa gestão investiu R$ 20 milhões num parque na área mais nobre da cidade, e nenhum tostão na periferia. As prioridades foram investidas. Outro problema é iluminação. Na gestão de Vasconcelos, Recife ganhou o prêmio de capital mais iluminada do país. Hoje, está completamente escura. O PT, com um discurso popular, fez uma administração elitista. Precisamos inverter essa lógica.

Como contornar a aliança entre governo federal, estadual e a prefeitura? A cidade tem um histórico de não estadualizar ou nacionalizar a campanha. Os governadores Miguel Arraes (PSB) e Jarbas Vasconcelos (PMDB) apoiaram Eduardo Campos e Carlos Eduardo Cadoca para a prefeitura, e ambos perderam. A campanha aqui é independente. A discussão será sobre Recife e seus problemas.

Marcelo Osakabe (FOTO: Divulgação)

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