Parlamentares entram com representação contra Bolsonaro na PGR

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Segundo o senador Humberto Costa, o Congresso não pode mais dar abrigo a alguém que tem esse tipo de atitude odiosa

Senador Humberto Costa condenou as declarações dadas por Jair Bolsonaro
Blog da Folha - Parlamentares do PT e PCdoB, entre eles o senador Humberto Costa (PT), deram entrada, nessa quinta-feira (6), com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), sob a acusação de ele ter praticado crime de racismo durante palestra realizada na última segunda-feira (3), no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro. Na ocasião, Bolsonaro fez afirmações preconceituosas sobre negros, quilombolas, refugiados e integrantes de organizações não governamentais.

Para Humberto, o Congresso Nacional não pode mais dar abrigo a alguém que tem esse tipo de atitude odiosa. “É impossível que esse tipo de prática, que o deputado Bolsonaro já exerceu em várias ocasiões nos últimos anos, continue a se repetir dentro e fora do Parlamento. Temos de dar um basta em tudo isso”, declarou o senador. 

Na avaliação do petista, as afirmações pronunciadas por Jair Bolsonaro são, costumeiramente, de uma violência atroz contra as mulheres, homossexuais, negros e contra a própria sociedade brasileira. “É um comportamento inaceitável. Esperamos, inclusive, que o Supremo puna o deputado, com rigor, naquele caso absurdo contra a deputada Maria do Rosário”, ressaltou. 

O parlamentar já é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de incitação ao estupro. No ano de 2014, Bolsonaro afirmou que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada porque ele a considera "muito feia" e porque ela "não faz" seu "tipo".

Bolsonaro responde a duas ações penais no STF por acusações de apologia ao crime e injúria. “Um homem que diz que uma mulher não merece ser estuprada porque é feia, que afrodescendentes de comunidades quilombolas não servem nem para procriar e que o seu filho não seria gay porque recebeu boa educação tem de ser responsabilizado por seus atos e tantas falas de ódio. As ofensas não podem sair impunes”, avaliou. 

A representação ainda pede que seja instaurado inquérito para apurar atos de improbidade administrativa por violação aos princípios da administração pública e que seja avaliada a possibilidade de ação devido à violação da dignidade de membros de todas as populações indígenas e comunidades quilombolas do País.

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